• Dulce Ribeiro

Tempo do medo

O medo nos leva para a ação, mas pode nos paralisar quando o que tememos é o futuro, trazendo a sensação de impotência no presente. Esse sentimento foi instalado em nós para “fugir do leão”.


Acontece que utilizamos toda essa energia para “enfrentar” a possibilidade de ficar sem emprego, ficar doente, não conseguir dar conta do home office, estar sem dinheiro, perder clientes, não saber o que vai acontecer após a quarentena.


Diferente dos animais, o nosso medo tem memória, tanto que não é preciso estar desempregado para temer que isso aconteça. Nós temos medo do que não está nos acontecendo. A gazela, por exemplo, sente medo ao ver o leão e, após se safar das suas garras, ela não lembra da situação, do lugar onde ocorreu, que providências irá tomar na próxima vez, etc.


Nós queremos controlar o invisível e abrimos espaço para a ansiedade. Precisamos criar mecanismos de controle consciente para o agora, podendo ver oportunidades para o “depois do agora”. Tenho medo do vírus? Então não vou sair de casa. Medo de ser demitido? Então vou focar no trabalho. Medo de ficar deprimido? Então vou fazer exercícios, reduzir o tempo com as notícias, assistir Mr Bean ou encarar a tristeza, escutar o que ela tem para dizer e relaxar, porque assim como o vírus, ela passa.

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