• Dulce Ribeiro

Tempo de Reconhecimento

Tem hora, dia e ano o nascimento. É um fato. Somos reconhecidos como um novo ser humano no mundo. E assim nos reconhecemos, sem dúvida, até o final da vida. Esta é uma atividade do nosso cérebro que reconhece pessoas, coisas, animais. Acontece que essa capacidade de sermos reconhecidos como humanos extrapola a percepção física, pois os valores éticos nos levam a reconhecer e respeitar, além de cumprimentar, agradecer, pedir desculpas e por favor, atributos da pequena ética (etiqueta). Num estado mais evoluído de consciência, a empatia entra como o mais alto grau de reconhecimento.


O que acontece quando não nos reconhecem? Nos tornamos invisíveis e insignificantes ao outro? Sentimentos como indiferença, menosprezo, falta de interesse, descuido e, também, falta de respeito e educação tomam conta.


A baixa inteligência emocional e um ego inflado anulam a capacidade de reconhecer. O ser humano entra na reunião online e fica olhando para baixo, conferindo o celular, câmera aberta para quem quiser se sentir não reconhecido, principalmente quem está conduzindo a conversa. Fecha a câmera, deixa só o áudio e um ser invisível fala, como um fantasma. Fecha a câmera, fica “unmuted” e entra no chat, falando assuntos paralelos que não têm nada a ver com a reunião: pós-doutorado em falta de reconhecimento de tudo, inclusive da situação.


Se em tempos de vida com presença, aquele que passava no corredor e não cumprimentava era mal visto, agora online, o reconhecimento vai além de cumprimentar, é preciso ver, falar, digitar, se interessar, contribuir e, se ainda trouxer algo bom e agradável através da tela, com esse ser humano valerá a pena se conectar. O reconhecimento é instantâneo.

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