• Dulce Ribeiro

Mais sensível, sim.

Sensibilidade é compartilhar com os outros os seus anseios, desejos, necessidades, incoerências e abstrações. Quando se diz que alguém é sensível é porque ele sabe se colocar bem perante os outros, sem exclamações, nem reticências. Ser sensível é, também, ouvir o outro tão atentamente ao ponto de perceber o que vem lá do fundo da sua alma, algo que talvez nem mesmo o outro tenha tido condições de perceber até então.


Eu, por muito tempo, mais falei do que escutei e, por consequência, nem a mim mesma ouvia. Tive que me esforçar, treinar, para ser sensível ao outro, de verdade. Eu me considerava sensível por chorar com histórias tristes, me emocionar com situações injustas que precisavam da minha ação. No entanto, essa condição que sei que tenho hoje de ouvir e gostar de ouvir eu fui desenvolvendo. Tive que ouvir o que eu não queria de mim mesma. Precisei, em primeiro lugar, me escutar falando demais e enjoando da minha própria fala, me mandava calar a boca. Eu tinha, sempre tive, uma boa capacidade de falar em público, isso contribuiu para que eu considerasse o ouvir uma capacidade menor, que não era minha "missão".


Agora, quando uma aluna refere-se a mim dizendo "cada palavra dela é um abraço" eu percebo que foi aprendendo a ouvir que eu pude abraçar com palavras, isso é divino. Encerro 2019 com ouvidos mais abertos e sensíveis. Toda transformação tem um risco. A coragem para reduzir minhas palavras soltas e ininterruptas e me ouvir de verdade pode me levar a uma nova carreira que, em 2020, comemora 10 anos.


Desejo a vocês que agora estão me lendo, um ano com momentos de silêncio e, também, de muitos abraços em forma de palavras!


Feliz 2020

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