• Dulce Ribeiro

Afinal, o que se leva desta vida?

Ontem uma pessoa me disse que estava muito cansada, de tudo, sabe? Queria sumir! Tipo desembarcar da vida, descer do trem do dia-a-dia e caminhar, com seu próprio ritmo. Quem dá o ritmo da vida da gente? A batuta pode estar na mão dos filhos, da empresa, do chefe, do shopping, da obrigação de consumir de tudo um pouco. Ritmo. Cada um tem o seu, mas parece que estamos todos marchando igual, alucinadamente. Tente responder diferente aquela pergunta clássica: "E aí ,trabalhando muito?" Responda: "Não, nem tanto, tudo tranquilo." O olhar de surpresa do outro é indisfarçável. A gente precisa trabalhar muito, se estressar bastante, saber das trágicas notícias de manhã cedo ou bem na hora do almoço, demonstrar que está bem informado sobre a temperatura que vai fazer na próxima semana, precisa dormir pouco e dizer que tem dormido pouco, precisa pagar e não ir na academia e dizer que não tem conseguido nem malhar, precisa ir ao shopping sábado e se enlouquecer com o movimento, reclamando sempre.


A mesma pessoa me perguntou: "Sabe qual o horário que eu tenho conseguido ir ao supermercado? Depois das 11 da noite." O uso automático do tempo está na mão de qualquer relógio.


Afinal, para que correr tanto e para onde? Quem entra e caminha rápido na empresa pode passar que é mais competente do que aquele que entra devagar, cumprimentando as pessoas, dando atenção para um e outro. Cada um deve chegar na sua mesa com uns 3 minutos de diferença, mas o segundo aproveitou o tempo e vai ganhar mais inteligência emocional com isso. É possível olhar nos olhos do outro e conversar, gastando o mesmo tempo que não tirar os olhos do computador para "conversar".                


Tempo é dinheiro! O tempo vale ouro! Ao contrário, o tempo é duro com a gente, pois não dá para voltar atrás. É como no mercado financeiro: depositar para sacar. Em todos os momentos da minha vida que eu dediquei um tempo com qualidade, tive retornos fantásticos. Qualidade é ouvir com atenção, interessar-se pelo outro, fazer perguntas e aceitar o silêncio do outro e o seu ritmo.

Sugiro não perder tempo com frescura! Vai lá e pede esculpas, dá um beijo, convida para uma conversa legal, agradece, elogia, faz uma gentileza, empresta o carro, gasta menos, faz um bolo ou um almoço bacana, dorme tranquilo e vive o presente.


Amanhã nunca se sabe e ontem já passou! 

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