• Dulce Ribeiro

Afinal, com quem se pode contar?

Em tempos de não se conhecer quem mora ao lado, de duvidar se o colega de trabalho é de confiança, as pessoas acabam não contando umas com as outras.Sobre o tema falou o psiquiatra francês, especialista em psicopatologias oriundas da sobrecarga de trabalho, Chirstophe Dejours, a convite do Tribunal Regional do Trabalho, em Porto Alegre.


Muitas pessoas adquirem depressão ou se suicidam por falta de ajuda, diálogo e reconhecimento no trabalho. Pessoas que não dizem "não", por medo de serem demitidas ou transferidas e acabam aceitando uma jornada maluca e exaustiva, além de assédio moral. Citando inúmeros exemplos em grandes empresas mundiais, dentre elas a Renault, onde ocorreram 25 suicídios em 2007, Dejours atribui o fato a exigências como avaliação individual de desempenho, qualidade total e ao "fazer mais com menos." Essas ferramentas da gestão moderna têm aniquilado as relações, pois a competição entre áreas e colegas é estimulada, abertamente. Prêmios e promoções para os "melhores" e descaso e ameaças para os "piores". As pessoas submetem-se a verdadeiras provas de resistência física e mental, entregando a suas alma em troca do salário e da participação no PPR.


Como mudar isso? Resgatando o diálogo, o ouvir e o interesse pelo outro.

- A saída é ser humano, assumir que a falta de solidariedade é um processo de abandono e que nós definhamos ao nos sentirmos assim.

- Líderes precisam (re) aprender sobre solidariedade para poderem estabelecer diálogos com equipes alegres e saudáveis, tendo o respeito às pessoas como valor principal! 

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