5.6.2014 | 10:25

O Triângulo da Vítima

(teoria de Steven Karpman)

A ideia é que nós sempre protagonizamos três personagens que nos concedem a possibilidade de termos as mais tóxicas relações possíveis: a Vítima, o Perseguidor e o Salvador.
A saída poderia ser matar a vítima que aparece na frente, pois aí os outros nem surgirão. Quando se diz com impaciência: “deixa que eu faço por ti”, pode ser uma forma de salvar a vítima, um modo Salvar alguém de um afogamento, perseguir um assaltante ou ser vítima de um acidente são situações legítimas, verdadeiras. Agora, fazer-se de vítima para ser salvo é uma forma de não encarar as responsabilidades da vida, do cargo, do papel que se exerce na sociedade. O Perseguidor aparece sempre que a vítima reclama: “ele sempre está me cobrando”, “Ele não me valoriza”. Nesse triângulo nós circulamos com muita facilidade e trocamos a cada minuto de papel. “Eu faço tudo por você”, diz a vítima, “mas na hora que peço um favor você não tem tempo. Sendo assim vou te entregar para o nosso diretor (perseguidor), não aguento mais te tirar das situações que não tem nada a ver comigo”, ou seja, o salvador vai se retirar.
As relações saudáveis são diálogos onde as nossas necessidades, expectativas e sentimentos são falados e levados em consideração. Só que a gente precisa se conhecer e querer expor as fragilidades para que isso aconteça.