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Quem está na sua frente

Há famílias leves, pesadas, bem ou mal-humoradas. Outras podem ser deprimidas, pessimistas, otimistas ou eufóricas. Há muito mais, se quisermos catalogar. Ao nascer, recebemos uma herança cultural preestabelecida. Alguns transformam mais ou menos o modo de ser e viver do próprio núcleo familiar ao qual estão sujeitos. Falo isso por conta dos inúmeros julgamentos que […]

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Sobre

Gosto muito de pessoas, de entender os seus impulsos, frustrações e alegrias. Sou corredora há 10 anos e aproveito esse esporte para conhecer lugares e pessoas diferentes. Tenho três filhos, duas enteadas, um marido parceiro e adoro estar em família. Tenho paixão por cinema e natureza.

Sou coach (certificada pela International Coaching Federation) e consultora do Instituto Ecosocial. Trabalho com o desenvolvimento de líderes e equipes através do coaching, de workshops e palestras. Como professora da ESPM SUL leciono na pós-graduação as disciplinas de Liderança e Gestão de Equipes e Cultura Organizacional. Sou mestre em Antropologia das Organizações, tenho a Formação de Consultores da Adigo e sou aluna da Formação em Biografia Humana pela Associação Sophia. São 30 anos de trajetória profissional.

Publiquei os livros Ainda Temos Jeito – Uma nova atitude para o atendimento; VOCÊ – A diferença na era da relação; Amor com Amor se paga – A nova moeda no mundo do trabalho.

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Coaching

É um processo de auto desenvolvimento. Utiliza-se dos recursos internos de cada um, resgatados da própria biografia. Consideram-se as fases de vida do “performer”, os seus objetivos e expectativas de resultado. A visão e metodologia que utilizo é a da Formação de Coaches do Instituto EcoSocial, do qual sou membro. Sou certificada pela ICF (International Coaching Federation).

Conheça melhor alguma das áreas de atuação do trabalho de coaching:

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Quem está na sua frente

17.6.2016 | 17:20

Quem está na sua frente

Há famílias leves, pesadas, bem ou mal-humoradas. Outras podem ser deprimidas, pessimistas, otimistas ou eufóricas. Há muito mais, se quisermos catalogar. Ao nascer, recebemos uma herança cultural preestabelecida. Alguns transformam mais ou menos o modo de ser e viver do próprio núcleo familiar ao qual estão sujeitos. Falo isso por conta dos inúmeros julgamentos que fizemos em relação a quem é diferente de nós. Passamos mais julgando e excluindo do que compreendendo a diversidade comum a todos: somos diferentes.

Quando criança costumava dormir na casa de colegas da escola. Lembro da Lu, que era carioca. Me chamava atenção que na sua casa falavam palavrões. O seu irmão mais velho era deprimido, um termo que só escutei aos 12 anos. Mais tarde, quando dizia “eu estou deprê”, lembrava do irmão da Lu, um guri quieto, olhar triste, parecido com o pai dela. Eu achava que eles sempre estavam brigados.

Outra família que eu considerava diferente da minha era a da minha prima. Eles conversavam sobre temas que eu achava profundos e polêmicos. Ali ouvi falar de Sartre, de Freud e de Santo Agostinho. Eles nunca viam televisão, dormiam tarde, depois das 23 horas, e não tinham o hábito de fazer juntos as refeições. Eles eram introvertidos, segundo o meu olhar de agora. Minha prima era considerada genial na escola, tinha poucas amigas, essas, do grupo das “crentes”. Tive apenas uma colega, visivelmente, gay. Se vestia e falava como os guris. Não tinha mãe, era filha única e morava com o pai, que era muito educado e dava atenção para nós, suas colegas. Fazia perguntas, nos servia as refeições, preocupava-se em nos agradar. Ela era humana, engajada e defendia os interesses da classe. Como presidente do Grêmio Estudantil, organizou a primeira exposição de arte, incluindo trabalhos de estudantes de diversas escolas. Seu pai ajudou na organização. Ela assumiu a homossexualidade mais tarde.

Na minha casa nós éramos gozados e críticos. Meu pai tinha um humor fantástico e nós ríamos muito juntos. Já a crítica era fruto de preconceitos e juízos extremos, sempre feitos com uma ironia inteligente, que, em algumas vezes, machucava. Minha mãe era alegre e centralizadora. Com meus irmãos eu tive pouco contato, eram bem mais velhos.

Somos fruto dessa árvore que é a família, responsável por nossas crenças, hábitos e atitudes. Além disso, as influências ao longo da vida nos tornam ainda mais únicos. É quando perdemos a consciência dessa dimensão humana que passamos a nos considerar mais ou menos, melhores ou piores que os outros. Somos apenas diferentes.

Esse olhar hierarquizado, preconceituoso e pequeno sobre nós mesmos é insustentável e injusto. A diferença é a condição para nos transformarmos. É o que pode nos completar. E é preciso começar a refletir sobre isso, para que possamos experienciar um mundo viável, que nos acolhe e inclui.

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• Agenda 08/06/2016

8.6.2016 | 14:37

• Agenda 08/06/2016

Hoje a noite estarei na faculdade de Administração da UFRGS participando de um seminário sobre coaching e mentoring, promovido pelos alunos da disciplina de Comportamento Humano. Na conversa, o processo, o resultado e as melhores práticas do coaching.

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Ouvir é o melhor remédio

3.6.2016 | 16:23

Ouvir é o melhor remédio

Se eu colocasse uma mesa e uma cadeira na calçada e um cartaz com a frase “sente-se, estou aqui para lhe ouvir”, com certeza formaria-se uma longa fila. Após serem ouvidas, as pessoas sairiam melhores, mais animadas e com motivação para começar um novo dia. Eu não precisaria falar, apenas acolher.

Ouvir é uma atitude rara. Alguém disse que precisamos ouvir como se estivéssemos lendo um livro: sem sermos interrompidos, sem lermos o final antes do tempo ou entendermos a obra após a leitura das orelhas. É o mesmo que desejar um resumo da conversa para não perder tempo.

Pessoas que não têm o hábito de ouvir ficam impacientes e demonstram que o tempo de quem fala se esgotou ao balançarem os pés, tamborilarem os dedos ou interromperem com educação: “desculpe, mas já sei o que você vai dizer”. Hoje escutei que quanto maior a intimidade e a proximidade entre as pessoas, menor é a paciência para ouvir. Isso pode significar que os diálogos estão escassos em casa.

Eu me sinto muito valorizada ao ser ouvida. Me traz segurança, respeito e consideração. Adoro sentir que há interesse pelo que falo, mesmo que seja algo inútil, como contar que o voo estava lotado. Entretanto, muitos acreditam que o ato de ouvir é um ritual que leva tempo, precisa de preparo, ensaio, concentração. Que nada. Como ouvir é uma atitude que acontece no momento presente, pode-se ouvir sempre:, em pé, caminhando, trabalhando, em todas as situações nas quais uma boa conversa pode frutificar.

Está provado que líderes que são bons ouvintes têm mais chances de atingir seus resultados. Além disso, criam uma imensa cumplicidade com a equipe, devido ao interesse genuíno demonstrado pelas crenças, fortalezas e fragilidades de cada um. Você está ouvindo?

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